O Brasileiro Não Tem O Hábito De Fazer Revisão!

Caro leitor, gostaria de fazer aqui um breve comentário sobre o tema. De fato já ouvi isso de vários profissionais do setor de reparação. Então resolvi observar um pouco mais e acredito que essa seja apenas uma parcela da população. Isso está mais relacionado às camadas mais populares, pessoas com renda familiar abaixo de três salários. Uma curiosidade é que a grande maioria dos proprietários fazem manutenções e revisões regularmente em concessionárias. Fica então uma indagação: por que a camada mais baixa da população não segue o mesmo caminho? Ora a resposta é simples; as concessionárias cobram um valor muito alto, por serviços básicos até. Entendo que precisam manter funcionários, fornecedores, contas em geral. Mais existe um descompasso muito acentuado nesses valores. Prova disso é que tão logo termina o período de garantia, esse consumidor de classe mais baixa, interrompe suas visitas à concessionária. E para onde vai? Claro que buscam outras soluções, e procuram as oficinas independentes. Entretanto chegamos em um ponto delicado da questão, enquanto era cliente da concessionária existia um conceito de qualidade muito similar entre a concorrência. Porém agora é um cenário totalmente diferente, existem oficinas independentes com trabalhos de alta qualidade, de excelência igual ou até superior as concecionárias. Mas temos que observar o outro lado desse mesmo seguimento, tem muita oficina com nível de qualidade muito baixo. Cabe aos proprietários de veículos procurarem as melhores opções de serviço. Não é uma tarefa muito fácil, mais o mercado é vasto, e sabendo procurar pode ser de grande qualidade e claro mais vantajoso, financeiramente. Caro leitor desejo lhe uma boa sorte nessa empreitada. O que não pode é deixar de fazer as revisões e manutenções. Existem centros automotivos de renome, espalhados por todas as regiões do país. Vale lembrar também que além de centros automotivos, inúmeras oficinas independentes, de todos os tamanhos e tecnologia, com equipamentos modernos, de variados padrões de qualidade podem ser encontrados. Vai aqui uma dica pessoal; não aconselho aos proprietários que escolham baseados em aparência do local, ou por presença de equipamentos modernos, elevador etc… É preciso se atentar ao nível de profissionalismo do reparador. Ressalto também que não são as ferramentas que fazem um bom profissional, pois as mesmas não trabalham sozinhas, quem conserta carros é o ser humano. O básico que considero essencial em uma oficina é que se tenha scanner automotivo, mesmo que genérico, osciloscópio com seus devidos acessórios ( transdutores, pinças, atenuadores e garra de corrente). Também não pode faltar o bom e velho multímetro, de preferência automotivo, canetas de polaridade entre outros equipamentos. Quem trabalha com injeção eletrônica necessita também de máquina de limpeza de injetores, manômetro de pressão e vazão de combustível. Acredito que o básico está disposto nesse breve comentário pessoal. Caro leitor, espero ter lhe ajudado em sua missão em manter seu veículo revisado e seguro, e talvez, ainda pagando um preço justo e de qualidade.

Osciloscópio Na Reparação Automotiva

É cada vez mais frequente encontrarmos oficinas utilizando tal ferramenta. O engraçado é que o uso dele já se fazia presente desde os anos sessenta. Porém não difundido como hoje, era pouco utilizado, quase que exclusivamente para diagnóstico do sistema de ignição. Seu tamanho também mudou, hoje é portátil e leve, já não se imagina diagnóstico avançado sem o uso dele. É claro que as outras ferramentas também são importantes. Contudo um profissional que tenha um bom domínio das ferramentas sai na frente, economiza tempo e aumenta tanto a qualidade quanto a produtividade. Essa é a tendência do mercado no setor de reparação automotiva.

Como Escolher Uma Boa Oficina?

Você já se perguntou como as pessoas procuravam uma oficina mecânica antigamente? Muito provavelmente você possa se lembrar de algum comentário do tipo: “Lugar tal tem um preço muito bom!” Ou “aquele mecânico tem o equipamento de fazer regulagem do ponto de ignição”,( a pistola estroboscópica) também conhecida como lâmpada de ponto. Enfim duas coisas sempre estiveram em pauta na hora de escolher um serviço: Preço e qualidade. E isso não mudou, porém preço não significa qualidade e vice versa. Pois bem, os anos passaram e em meados da década de 1990, o mercado nacional passou por uma grande transformação. Chegava ao país uma tecnologia nova, os carros passaram a ter gerenciamento eletrônico. Então mais uma vez a procura por oficinas capacitadas aumentava, agora não era mais a famosa” lâmpada de ponto” essa deu lugar ao “espetacular” rastreador. O que se dizia era. ” O aparelho acha qualquer defeito do carro” assim era chamado popularmente o scanner automotivo. O que se esqueceu de salientar até o presente momento é o papel do mecânico. Só se explicita o ferramental , porém se esquece de quem o opera. De modo que nem sempre quem tem as melhores ferramentas fornece o melhor serviço.

Reparadores Estão Preparados?

Nós dias atuais notamos um número cada vez mais crescente de veículos e mais tecnologias incorporadas a eles. O que chamamos de eletrônica embarcada. Então seria prudente dizer que não são todos os reparadores que estão aptos ao trabalho. De forma geral existem dois seguimentos: Aqueles que se capacitam desde o início da carreira ou se reciclaram durante o percurso. Já o outro seguimento estão inclusos aqueles que não se prepararam no início da carreira ou mesmo durante e até em fim de carreira, já próximo da aposentadoria. Por tanto é importante saber que os dois seguimentos estão presentes no mercado e cabe aos proprietários de veículos buscar a mão de obra mais qualificada.

Fale sobre você (exemplo de post)

Olá sou reparador automotivo a doze anos e venho observando a evolução dos veículos. Atualmente estão cheios de tecnologias, muita eletrônica embarcada, gerenciamento de alta velocidade, então pensei: De que forma as pessoas estão lidando com tudo isso? Hoje o manual do do proprietário está mais complexo, o que deixa uma questão; Os donos já não buscam entender mais sobre seus carros da mesma maneira que antes. Tudo fica sob a responsabilidade do reparador. Diante da complexidade de informações contidas nós manuais, ou de tantos acessórios no interior do carro, ou mesmo a quantidade de componentes presentes no cofre do motor. O fato é que nós reparadores temos que seguir buscando informações continuamente, nos enteirando das novas tecnologias, estudando, e adquirindo cada vez mais ferramentas específicas a uma determinada montadora ou modelo. Nem mesmo uma simples troca de óleo se faz sem o uso de um scanner. Pois é necessário fazer o reset de óleo após a troca. Seria interessante a você proprietário, saber o quanto seu mecânico de confiança está preparado. Buscar o melhor serviço e também valorizar o bom profissional.